Pararu

Claravis geoffroyi

Purple-winged Ground-Dove

 

Ameaçada de extinção (SP)

 

Atualização 18/1/2009

 

Distribuição Geral

 

BA (4 registros antigos), ES (1956 e 1986), MG (antes de 1929), RJ (registros antigos e alguns recentes), SP, PR, SC. Também Paraguai e Argentina (Missões). (BirdLife International 2000).

 

Populações

 

Sick (1997) relata bandos de 50 a 100 indivíduos nos arredores de Teresópolis "há meio século" (portanto em torno de 1934). Atualmente a população conhecida é pequena, fragmentada e em declínio, estimada entre 1000 e 2500 indivíduos. (BirdLife International 2000).

 

Ecologia

 

Vive escondida em matas fechadas, taquarais, etc. Frequenta o solo. Na região do Rio de Janeiro predominantemente nas montanhas (Serra dos Órgãos, Itatiaia). (Sick 1997). Floresta atlântica úmida, aparentemente com preferência pela borda. Registros desde o nível do mar até 2300 m. (BirdLife International 2000).

Aprecia as sementes de taquaruçu, taquara e criciúma. Seu reaparecimento em algumas localidades pode ser devido ao ciclo da taquara (Sick 1997). Mas foi vista comendo também outras sementes de capins e frutas. A reprodução aparentemente ocorre no verão austral. Cantam de novembro a fevereiro. Tem requerimentos ecológicos altamente especializados (BirdLife International 2000).

 

Ameaças

 

Perda e fragmentação do hábitat. Não há informação de ser sujeita ao tráfico. (BirdLife International 2000).

 

Medidas tomadas

 

Protegida por legislação federal e estadual.

Indicadas duas áreas-chave para sua preservação no Estado. (Wege & Long 1995).

 

Medidas propostas

 

Pesquisas de campo visando detectar novas populações.

Monitoramento das populações conhecidas.

Estudar a dependência da espécie a florações de bambu.

 

Nível de ameaça

 

São Paulo (1998): Criticamente em perigo.

Brasil (IBAMA): Criticamente em perigo.

Threatened Birds of The World (2000): Ameaçada.

 

Preservação ex-situ

 

Sem informações.