Mergus octosetaceus

pato mergulhão

Brazilian Merganser

 

Ameaçada de extinção (SP)

 

Atualização 18/1/2009

 

Distribuição Geral

Ocorre em poucas localidades bastante disjuntas. Há registros históricos para os estados de GO, BA, MG, MS, SP, RJ, PR, SC e regiões limítrofes do Paraguai e Argentina. Em muitas das localidades não foi mais encontrada recentemente.

Distribuição no Estado de São Paulo

Apenas registros históricos no Estado de São Paulo, onde a espécie pode ser considerada extinta. Natterer coletou um exemplar em Itararé em 1820. Ihering (1904) relata que Garbe a teria visto em Itararé. Outro exemplar foi coletado em Salto Grande (rio Paranapanema) em 1903 (Pinto 1938).

Populações

As populações são extremamente pequenas (BirdLife International 2000). Yamashita & Valle (1990) avaliam que a raridade da espécie ocorre porque o hábitat apresenta baixa disponibilidade de alimento, comportando assim um número reduzido de indivíduos.

A população total da espécie foi estimada em menos de 250 indivíduos em 1992 (Bartman 1994).

Ecologia

Vive em rios ou ribeirões com corredeiras, em regiões serranas. Sobe e desce rios encachoeirados em busca de peixes. É espécie exigente, a água tem que ser clara e limpa. (Andrade 1998d). Yamashita & Valle (1990) descrevem o hábitat como rios de porte médio a grande, de cabeceira de drenagem, com corredeiras e água oligotrófica.

Pode viver 18 anos. Tem 4 filhotes em cada ninhada. (L. F. Silveira, verb.).

Nidifica no oco de árvores à beira de rios.

Ameaças

A pequena extensão do hábitat apropriado, mesmo em condições naturais é um fator limitante das populações (Yamashita & Valle 1990). Redução das matas ciliares, poluição dos cursos d’água, instalação de hidrelétricas. (Andrade 1998d).

Luis F. Silveira (verb) relata as seguintes ameaças: falta de território, pouca tolerância à presença humana e a presença de predadores, entre os quais gaviões e a lontra.

Medidas tomadas

Medidas propostas

Adequada proteção da espécie nos locais onde ainda existe. Ampliação dos estudos de campo visando detectar novas localidades de ocorrência e conhecer melhor sua biologia reprodutiva. No Parque Nacional da Canastra fiscalização dos locais de garimpo. Promover sua manutenção e reprodução em cativeiro. (Andrade 1998d)

Yamashita & Valle (1990) sugerem a identificação das áreas típicas de ocorrência da espécie (rochas pouco friáveis e alto gradiente de declividade, sendo áreas que sofreram alta pressão e apresentam portanto um alto grau de metamorfização em suas rochas) e busca da espécie nelas.

Nível de ameaça

São Paulo (1998): Provavelmente extinto.
Brasil (IBAMA): Criticamente em perigo.

Preservação ex-situ

É desconhecida a existência de espécimes em cativeiro.