Parabuteo unicinctus

gavião-asa-de-telha

Harris' Hawk

 

Ameaçada de extinção (SP)

 

Atualização 18/1/2009

  

 

 

Distribuição Geral

Distribuição no Estado de São Paulo

Populações

Nos registros anteriores aos de Silva e Silva & Olmos (1997) foram vistos apenas um indivíduo em cada registro, com exceção do de Grahan, que viu dois indivíduos. Silva e Silva & Olmos (1997) chegaram a ver 5 indivíduos em uma região de manguezais na Baixada Santista, mas relatam que a espécie nunca foi vista em outra região do litoral paulista, fato corroborado por outros pesquisadores da região.

Ecologia

Habita regiões campestres com vegetação arbórea esparsa (Sick 1997). Silva e Silva & Olmos (1997), baseados também em Pacheco (1994), acreditam que o gavião-asa-de-telha no sudeste do Brasil seja uma espécie de regiões costeiras, indicando como importante componente do hábitat da espécie as áreas de vegetação rasteira e os brejos, que são utilizados por suas presas e também hábitats abertos de origem antrópica.

Alimenta-se de aves (Sick 1997), roedores (Sick 1997, Del Hoyo et al. 1994), répteis e insetos (Del hoyo et al. 1994). Em Santos (em área de mangue), Develey & Argel-de-Oliveira (1996) notaram que Eudocimus ruber, Florida caerulea e diversas aves limícolas (Tringa flavipes e outras) levantaram vôo com a passagem de um indivíduo de P. unicinctus, deduzindo que sejam presas deste gavião nesta área. De fato Silva e Silva & Olmos (1997) viram na mesma área P. unicinctus alimentando-se de filhotes de Eudocimus ruber. Viram também um indivíduo caçando um rato não identificado e em outra situação capturando um Cavia cf. fulgida. Não registraram tentativas de predação de aves limícolas.

Não é ave arredia, tendo sido vista pousada sobre postes e luminárias ao lado de avenida com trafego intenso na Baixada Santista. Também outro atacando um anu-branco, Guira guira, embora não tenham constatado a captura (Silva e Silva & Olmos 1997).

São perseguidos por Falco femoralis, Tyrannus melancholicus e Pitangus sulphuratus. Foram vistos voando junto com urubús, Coragyps atratus. (Silva e Silva & Olmos 1997)

Ameaças

Silva e Silva & Olmos (1997) observaram na Baixada Santista uma possível destruição de um ninho por um morador, o qual reclamou que gaviões atacavam suas criações.

A expansão de áreas de ocupação humana na região dos manguezais onde foi detectada a espécie na Baixada Santista é a maior ameaça a sua permanência nesta área. (Silva e Silva & Olmos 1997)

Medidas tomadas

Medidas propostas

Develey & Argel-de-Oliveira (1996) consideram a proteção dos manguezais de Santos uma medida importante para esta espécies e para muitas outras que lá ocorrem.

Nível de ameaça

São Paulo (1998): Em Perigo.

Preservação ex-situ

Foi conseguida reprodução no criadouro Leo Fukui. Também em outros lugares em outros países ( Jorge Lisboa, Ornitobr, 13/9/2005).