Rhea americana

ema

Greater Rhea

 

Ameaçada de extinção (SP)

 

Atualização 25/4/2011

Wikiaves

Distribuição Geral

Sul do Pará, nordeste do Brasil até o RS e Uruguai, Bolívia, Paraguai, Argentina (Sick 1998).

Populações no estado de São Paulo

Há registros recentes no estado especialmente na região central.

Ecologia

Habita regiões campestres e cerrados, desde que haja água nas proximidades (Sick 1997).

Alimentação bastante variada, incluindo folhas (mesmo as espinhosas e ardidas), frutinhas, sementes, insetos (sobretudo gafanhotos), moscas, pequenos vertebrados (lagartixas, rãs, cobras). Frequentam queimadas à procura de coquinhos queimados e animais morimbundos. (Sick 1997). Também peixes (Azevedo et al. 2007).

Gostam de tomar banho, frequentando brejos e atravessando rios a nado. Vivem em bandos. Procuram a companhia de ovelhas, vacas e veados campeiros. (Sick 1997).

Fazem ninhos coletivos no solo, onde se juntam muitos ovos incubados pelo macho (Sick 1997).

Ameaças

Entre os inimigos naturais que predam os ovos está o teiú (Tupinambis sp) e tatús. (Sick 1997).

Cercas, além de dificultar que as emas circulem livremente, podem ser locais onde elas ficam presas entre os fios. A caça para obtenção de plumas para o comércio inclusive internacional constituiu no passado uma importante ameaça, sendo ainda praticada em estados como Mato Grosso. No RS era cercadas em currais e suas plumas arrancadas o que causava ferimentos. As populações do interior ainda apreciam produtos da ema para vários usos. Os ovos e carne são apreciados para alimentação, a gordura é utilizada em picadas de cobras, as unhas são utilizadas como cabos de faca. (Sick 1997)

Fazendeiros esclarecidos protegem a ema pois ela limpa os pastos de uma infinidade de insetos e plantas daninhas. Por outro lado, em lavouras de soja, alfafa, batata e feijão (p.ex. no RS) as emas são acusadas de pisotearem a lavoura e arrancarem as plantas pequenas, sendo por isto perseguidas. (Sick 1997)

É afetada pelo uso de agrotóxicos usados em grande quantidade em lavouras de soja e feijão, havendo relatos de mortandades por esta causa. (Sick 1997)

A transformação dos cerrados e campos para fins econômicos, eliminando seu habitat é outras importante ameaça.

Cães domésticos podem ser predadores (Willis & Oniki 2003).

Medidas tomadas

Medidas propostas

As fazenda de bovinos e equinos podem ser aproveitadas para a criação extensiva da ema, já que ela convive bem com estes animais. (Sick 1997)

Proteção das áreas onde a espécie ainda ocorre e realização de estudos de campo visando verificar sua ocorrência em outros locais ao longo de sua área de distribuição. (Andrade & Andrade 1998)

Proteção e restauração do hábitat visando a conservação de áreas campestres em unidades de conservação onde a espécie ocorre, evitando a invasão dessas áreas por espécies exóticas como Pinus spp ou próprio processo de sucessão da vegetação para formações arborizadas do cerrado. (São Paulo 2009).

Reintrodução em áreas onde ocorria e foi extinta localmente, já tendo experiências bem sucedidas deste tipo. (Andrade & Andrade 1998)

Preservação ex-situ

A ema pode ser criada com facilidade em fazendas, para obtenção de seus produtos, evitando que seja predada na natureza. É criada nos Estados Unidos com facilidade. (Sick 1997)

No zoológico de Sapucaia do Sul, RS, a ema era criada em quantidade e vendidas. (Sick 1997).