Triclaria malachitacea

sabiá-cica

Blue-bellied Parrot

 

Ameaçada de extinção (SP)

 

Atualização 18/1/2009

Distribuição Geral

Do sul da BA e MG ao RS. Também na Argentina (Misiones). (Sick 1997)

Populações

Ecologia

Vive nas matas úmidas da Serra do Mar, em altitude média 300-700 m (RJ), e florestas adjacentes nas regiões serranas do interior. Fora do período de reprodução também no litoral. (Sick 1997)

Estudos demonstram que a espécie pode ser residente durante todo o ano, pelo menos em algumas localidades. (Galetti 1997, Bencke 1996 apud Galetti 1997). Galetti (1997) considera que flutuações na abundância de espécies de psitacídeos nas baixas altitudes são menos pronunciadas que em altitudes elevadas da Serra de Paranapiacaba e que estas flutuações parecem estar mais relacionadas com fatores abióticos (temperatura e pluviosidade) que com bióticos (oferta de frutos e sementes).

Estudo no Parque Estadual Intervales mostrou que esta espécie procura pouco o palmiteiro, Euterpe edulis, constituindo este vegetal menos de 10% dos registros de forrageamento. Mostrou também que em torno de 50% da dieta do sabiá-cica foi de frutos da família Myrtaceae. Por esta ser esta família a mais abundante na mata atlântica e o fato de que pelo menos uma espécie está frutificando em cada mês do ano, os autores consideraram não ser possível concluir que o sabiá-cica é um especialista em Myrtaceae, já que pode estar simplesmente se utilizando do recurso mais abundante. (Galetti 1997) A menor frequência de consumo de frutos de E. edulis e o predomínio de frutos de Myrtaceae na dieta desta espécie foi também constatada por Bencke no RS (1996 apud Galetti 1997). Pode alimentar-se de milho, frequentando estas culturas em julho e agosto, no RS (Bencke, apud Low 2001).

Ameaças

A principal causa é a perda do hábitat, mas a captura para o tráfico também é apontada como causa importante (Bencke 1996, apud Low 2001). Low (2001) acredita que se a captura para o tráfico é intensa, a mortalidade deve ser muito alta, pois trata-se de ave rara em avicultura. Acredita ainda que não seja muito apreciada para o cativeiro em sua região de ocorrência, por não ser capaz de imitar a voz humana e por ter comportamento em cativeiro diferente dos psitacídeos do gênero Amazona e das araras. A fragmentação do hábitat é um fator adicional, facilitando o acesso aos ninhos por traficantes.

Medidas tomadas

Indicadas oito áreas-chave para sua preservação no Estado (Wege & Long 1995).

Medidas propostas

Nível de ameaça

São Paulo (1998): Criticamente em Perigo.

Preservação ex-situ

Pode ser criada em cativeiro (Low 2001).