ADEUS FRONTEIRA 

Atravessei a fronteira
Mato Grosso ao Paraguay
Onde eu vi tantas belezas
Que não me esqueço jamais
Uma linda Paraguaya
Do pensamento não sai
Se não acaba a saudade
Eu torno vortá pa trais.

Despedi e vim simbóra
Muito triste soluçando
Quando eu vi a Garça branca
Nos ares passou voando
A Siriema cantava
A noite vinha chegando
Não vi mais a Paraguaya
Nem seu lencinho abanando.

Eu vortei pra minha terra
Soluçando a estrada inteira
Vi meu ranchinho de serra
Perto da Capitaneira
Adeus Paraguaya linda
Não te esqueço a vida inteira
Adeus Chão de Mato Grosso
Adeus Saudósa fronteira.


Garça-branca: Ardea alba.
Siriema: Cariama cristata.