Serra da Cantareira

A maior parte da Serra da Cantareira (23º22’S, 46º36’W) está contida no Parque Estadual da Cantareira, uma unidade de conservação com 5600 ha , administrada pelo Instituto Florestal da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo. Contíguo a este, está o Parque Estadual da Capital onde se localiza o Horto Florestal, uma área de intensa visitação pública e com equipamentos de lazer. A Serra tem altitude média de 850 m, com uma altitude máxima de 1200 m. É contígua com a massa urbana da cidade de São Paulo, limitando-a ao norte, sendo considerada a maior floresta urbana do mundo.

Grande parte da Serra da Cantareira foi desflorestada no século XIX para o plantio de café e chá. Em 1896 a área foi declarada reserva florestal e aparentemente a floresta readquiriu hoje seu estado original (Grahan 1992). A mata da Serra da Cantareira é classificada como "floresta ombrófila densa".

Dada a proximidade com a Cidade de São Paulo, e a facilidade de acesso, a Serra da Cantareira despertou interesse de muitos pesquisadores. Os estudos ornitológicos na área, de que se tem registro, começaram com as coletas feitas para a coleção ornitológica do atual Museu de Zoologia da USP, já no início do século passado, constando na literatura a coleta de espécimes de pelo menos 75 espécies (Pinto 1938, 1944; Grahan 1992). A coleta mais antiga data de 1901, sendo que bom número das demais coletas foram feitas nas décadas de 1930 e 1940 e outro tanto no ano de 1965. Em 1986 Douglas Grahan realizou ali observações sistemáticas em 1986 (Grahan 1992). Com este estudo, elevou-se a 220 o número de espécies conhecidas para a área. A partir da década de 90, diversos observadores iniciaram observações na área. Victor Soldano realizou em torno de 150 horas de observação no Parque Estadual, entre os anos de 1997 e 2002, algumas vezes junto com Carlos Gussoni (relatório não publicado), elevando a lista de aves dessa localidade para 249. Antonio S. R. Santos realizou observações na área entre 1997 e 2000, com o acréscimo de mais 9 espécies, elevando o total para 258. Edson Endrigo e Luís Fábio Silveira redescobriram no Parque Estadual Phylloscartes eximius, não registrado na área desde 1941 (Assessoria de Imprensa SMA/CETESB 1999). Priscilla P. Amaral e depois Luiz Fernando de A. Figueiredo fizeram observações no Clube de Campo da Associação Paulista de Medicina, no Município de Caieiras, cujos resultados acrescentam 23 espécies à lista.

O Parque Estadual da Cantareira é dividido em Núcleos: da Pedra Grande, de Águas Claras, do Engordador e do Cabuçu. O Núcleo Pedra Grande é o de fácil visitação, situando sua entrada a lado da entrada do Horto Florestal. É aberto à população apenas nos finais de semana, a partir de 8 horas. Para visitá-lo durante a semana ou entrar em outros horários é necessária autorização prévia da diretoria do Parque.

Avifauna

Indicada como [IBA] com registros das seguintes espécies ameaçadas::

Leucopternis lacernulatus

Claravis godefrida

Amazona vinacea

Procnias nudicolis

Tinamus solitarius

Phibalura flavirostris

Phylloscartes eximius

 

Desafios ornitológicos

 

Verificar a ocorrência de espécies lá detectadas pontualmente: Leucopternis lacernulatus, Claravis godefrida, Amazona vinacea, Procnias nudicollis.

 

Veja outras informações sobre a área

 

Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.